Bem vindos ao nosso Blog

seja bem vindo(a) ao Blog de nossas experiencias com Cristo

terça-feira, 5 de junho de 2012

Receber a vida de Deus e deixá-la crescer



Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 1:10-11)

Mt 16:23-24; 25:34-41; Jo 3:3-5; Fp 2:12; Hb 2:5; Ap 13:16-17
A meta de Deus é entregar ao homem redimido o governo do mundo que há de vir (Hb 2:5). Para alcançar esse objetivo primeiramente nos foi pregado o evangelho da graça, que mostra que o Senhor nos salvou e, mediante Seu sangue, perdoou nossos pecados para recebermos a vida de Deus.
A regeneração é o critério básico para quem deseja ver o reino e entrar nele (Jo 3:3-5). Somente conseguiremos governar o reino vindouro por meio da vida de Deus que recebemos no novo nascimento. Depois de sermos regenerados, porém, essa vida precisa crescer. A igreja tem um papel fundamental nesse crescimento.
Essa é a razão de o Senhor Jesus, depois de revelar a igreja aos Seus discípulos, ter mostrado que, se queremos viver a realidade da vida da igreja, precisamos segui-Lo, e isso requer que neguemos a vida da alma, o nosso eu, que é o maior impedimento para a vontade de Deus ser feita na terra (Mt 16:23-24). Quando negamos a nós mesmos, a vida de Deus pode crescer em nós, nossa salvação pode ser desenvolvida, e assim nos será garantida a entrada no reino (Fp 2:12; 2 Pe 1:10-11).
A vida de Deus deve crescer em nosso viver, pois só assim o Senhor nos confiará o governo do mundo que há de vir. Mateus 5, 6 e 7 mostra como deve ser nosso viver. Antes pensávamos que seríamos o povo do reino, mas Deus nos revelou que não seremos o povo do reino; Ele nos chamou para sermos governantes.
A terceira parábola de Mateus 25 mostra quem será o povo que será governado durante o reino, isto é, quem serão as pessoas que ficarão para ser as nações na era vindoura. Nessa parábola elas são chamadas de ovelhas.
Durante a grande tribulação a imagem da besta será colocada no templo e “a todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13:16-17). Estes receberão uma marca e lhes será permitido comprar e vender.
No passado não sabíamos como isso se daria, mas hoje já nos é possível prever como será, por causa da ampla utilização da informática. Sabemos que todo sistema de pagamento, compra e venda será controlado pelo anticristo. Não haverá cédulas ou qualquer outro sistema de compensação e troca, apenas quem tiver a marca da besta poderá comprar alimentos, roupas, remédios etc.
Os filhos de Deus, por não adorarem a imagem da besta e não aceitarem receber sua marca, não terão sustento e serão perseguidos. Mas haverá um grupo de pessoas – as ovelhas em Mateus 25, que, ao ver os cristãos em necessidade, movidas por compaixão e pelo temor a Deus, suprirão os filhos de Deus com alimentos, roupas etc.
Então, quando o Senhor voltar, dirá às ovelhas: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me” (vs. 34-36). Ao suprir os filhos de Deus, eles, na verdade, supriram o próprio Senhor Jesus (v. 40).
Já aqueles que não se importarem com os filhos de Deus, pelo contrário, os escarnecerem e os perseguirem, serão chamados de cabritos, e na volta do Senhor eles serão julgados e lançados para o fogo eterno (v. 41).
Os cabritos serão eliminados, e as ovelhas serão as nações do reino milenar. Eles entrarão no reino, por terem um bom coração e se preocuparem em ajudar os cristãos, mas, porque não têm a vida de Deus, não poderão governar o mundo vindouro. A função de governar caberá àqueles que foram regenerados e negaram a vida da alma nesta era, permitindo assim que a vida de Deus crescesse neles. Louvado seja o Senhor!

A obra completa da cruz



Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef 4:22-24)

Jo 3:16; 19:33-34; Ef 2:15; Hb 2:5
O Senhor nos tem mostrado que o objetivo de Deus ao criar o homem é que este governe no mundo que há de vir (Hb 2:5). Infelizmente, no jardim do Éden, o homem foi enganado por Satanás e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim a natureza pecaminosa foi injetada no homem, e sua alma se tornou autossuficiente, isto é, independente de Deus. A essa vida independente de Deus que se instalou na alma humana chamamos de vida da alma.
A vida da alma possui uma parte boa e uma parte má. O inimigo de Deus usa a parte má para induzir o homem a viver no pecado. Mas ele também é capaz de usar a parte boa da vida da alma para impedir Deus de fazer Sua vontade.
Uma vez que Adão e Eva desobedeceram à determinação de Deus e se tornaram pecadores, Deus os expulsou do jardim do Éden, para que não se alimentassem da árvore da vida naquela condição.
Louvado seja o Senhor! Deus ama o homem e enviou Seu Filho unigênito para morrer na cruz e salvar todos os que Nele cressem (Jo 3:16). Os três primeiros evangelhos enfatizaram mais a morte do Senhor Jesus para resolver o problema dos nossos pecados. Então, o apóstolo João, depois de algum tempo, em sua maturidade, recebeu a revelação do Espírito de que primeiro Jesus morrera na cruz para crucificar nosso velho homem, nossa vida da alma, e depois, então, derramou Seu sangue para nos redimir de nossos pecados (Jo 19:33-34).
Além disso, no momento da crucificação do Senhor Jesus, por sempre segui-Lo de perto, João estava junto à cruz e viu que, além de sangue, de Seu lado fluiu água. Essa água representa a vida divina que fluiu de Jesus para gerar a igreja, a fim de nos suprir e encher da vida de Deus.
Vemos, assim, que a obra do Senhor Jesus na cruz foi completa, pois terminou com nosso velho homem; por meio de Seu sangue, nossos pecados foram perdoados, e, por meio da água, Sua vida nos foi dada para nos tornarmos o novo homem (Ef 2:15; 4:24). Mediante Sua redenção o homem foi restaurado para governar o mundo que há de vir.
Todavia, pela nossa experiência, vemos que ainda há a manifestação da vida da alma em nosso viver, mesmo após termos recebido o perdão de pecados e nosso velho homem ter sido terminado na cruz. Como poderemos governar no reino vindouro se o homem natural ainda prevalece em nosso viver? Para resolver essa questão, o Senhor nos deu a igreja.
A igreja não se refere a um lugar físico onde nos reunimos para ouvir mensagens bíblicas. A igreja é a realidade, a esfera do reino dos céus. É nela que recebemos nutrição espiritual para negarmos a vida da alma e aprendermos a andar no caminho do Espírito e vida, praticando a Palavra de Deus. Louvado seja o Senhor!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

As correções e intervenções mal sucedidas



Certa vez um pai chegou à cozinha de sua casa e viu seu filho brincando com uma faca afiadíssima; descontrolado pela raiva e medo, o homem puxou a faca abruptamente. Quando ele viu a faca em suas mãos, sentiu-se aliviado, pois imaginava que tinha salvado a criança do perigo. Depois de alguns segundos, ele ouviu a criança gritar: “Pai, o senhor me cortou, o senhor me cortou!”. Às pressas, a criança foi levada para o hospital, mas, antes de chegar ao pronto-socorro para receber atendimento médico, ela faleceu. O menino faleceu nos braços daquele que mais o amava e que tinha responsabilidade direta sobre sua vida, seu pai.
Vamos analisar essa história para extrair algumas lições importantes.
Durante um dia, muitos erros serão cometidos pelos filhos. A palavra erro e falha talvez seja a melhor palavra para descrever o ser humano. Você pode cercar os filhos de todos os cuidados, ler para eles todos os provérbios, estabelecer regras e mais regras e pode até mesmo orar continuamente por eles, mas mesmo assim continuarão errando e falhando. Essa verdade, embora seja muito óbvia, é esquecida pelos pais que, muitas vezes, parecem querer encontrar em casa um ambiente “sagrado” e filhos “angelicais”.
Os pais, aos poucos, inconscientemente, vão imaginando que, à medida que se esforçarem, os erros dos filhos vão desaparecendo. Então, começam ver a situação como um cálculo matemático: se eu me esforçar em casa com relação à educação de meus filhos, menos erros vão ser cometidos; se eu dobrar os cuidados, a educação e a diligência, teremos ainda menos erros e, se multiplicar os esforços, muito menos ainda. Esse raciocínio lógico vai sendo criado até gerar a falsa idéia de que, quando os pais tiverem se esforçado ao máximo, não existirão mais erros. Por causa desse pensamento, muitos pais ficam “loucos” quando seus filhos erram. Talvez a única proporção que exista seja essa: toda vez que nossas expectativas são muito altas, mais frustrados ficamos quando nossos filhos erram.
Quando seus filhos errarem, procure distinguir os filhos dos problemas e se lembrar de que a disciplina tem um propósito, que é o aproveitamento (Hebreus 12:10). Na história citada acima, o pai conseguiu tirar a faca das mãos do filho, mas, sem querer, o matou. Qual é o objetivo dos pais no momento em que estiverem disciplinando? É salvar o filho. Se ele não gosta de estar nas reuniões da igreja, se briga com seu irmãozinho em casa, se assiste a muita TV, se passa muito tempo conectado na internet, se não quer estudar as matérias da escola, se não quer cooperar com os afazeres de casa, se anda na companhia de pessoas estranhas, o que fazer? Salvar os filhos dessas coisas.
É justamente nesse momento que os pais precisam separar o joio do trigo. Precisam ter sensibilidade para saber o que é mais importante: atacar o erro sem se preocupar com aquele que errou ou salvar aquele que errou e ao mesmo tempo corrigir o erro? O joio é o erro e o trigo é o filho. Todo pai precisa fazer essa distinção, de início, para obter melhores resultados em sua disciplina. Não adianta ficar com a faca na mão e perder o filho.
Os pais precisam agir com calma para aumentar sua perspectiva: a raiva, a falta de domínio próprio e uma emoção descontrolada são os maiores causadores de problemas no momento em que os pais vão disciplinar os filhos. A melhor maneira de enfrentar situações de desagrado com os filhos é se voltar para o Senhor e pedir Sua orientação para saber a melhor maneira de disciplinar os filhos. Jesus é o Senhor!

terça-feira, 29 de maio de 2012


Testemunho de Dong Yu Lan e seus cooperadores acerca de Witness Lee, seu ministério e a maneira ordenda por Deus



Este testemunho foi dado em Anaheim, CA durante a reunião memorial do irmão Witness Lee em 9 de julho de 1997.

A Restauração do Senhor na America do Sul começou em 1959 quando algumas famílias de Taiwan, Hong Kong, Filipinas e outros países começaram a reunirem-se em São Paulo. Em 1964 o irmão Lee veio até São Paulo e confirmou a igreja lá. Durante visitas em 1965 e 1969 ele compartilhou conosco sobre o exercício do espírito humano por meio de invocar o nome do Senhor e orar-ler a Sua palavra. Desta forma a igreja foi levada ao espírito. Fomos ajudados a viver pelo Espírito e a expressar em nosso viver a justiça como Sua expressão exterior.

Em 1975 um grupo de mais de 200 jovens universitários brasileiros, insatisfeitos com a condição morta do cristianismo, foi introduzido a Retauração do Senhor. Comparilhamos com eles sobre o invocar o nome do Senhor e eles o receberam com muita alegria. Desde então começamos a levá-los aos treinamentos semi-anuais do irmão Lee. Após cada treinamento, durante um período de seis meses, nós digerimos, revisamos, oramos-lemos, desfrutamos e profetizamos as mensagens que foram dadas nos treinamentos. Consequentemente, as igrejas foram levadas a viverem no espírito e a andarem de acordo com o Espírito, e um firme fundamento na Palavra foi estabelecido. Esta prática resultou no crescimento em vida, um rápido aumento em número de irmãos e o estabelecimento de muitas igrejas. A Restauração também se expandiu para a Argentina, Chile, Perú, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Equador, Colômbia e Venezuela. 

Em 1984 o irmão Lee veio ao Brasil novamente para ministrar a palavra a nós. Ele estava muito contente em ver que os irmãos haviam crescido em vida durante o período em que esteve ausente. Durante a conferência ele disse, " Eu desfrutei tanto do espírito de vocês quando cantavam que até me esqueci do meu nome. Vocês extraem as pepitas de ouro das minhas mensagens quando compartilham". Sendo assim, o irmão Lee prometeu-nos retornar todos os anos. 

Quando soubemos que o irmão Lee não poderia estar conosco todos os anos porque, liderado pelo Senhor, havia retornado para Taiwan, nós decidimos seguí-lo até lá. Recebemos grande ajuda concernente a maneira ordenada por Deus e em 1986 começamos a praticá-la. Houve um grande aumento no número de irmãos em nosso meio. 

No que diz respeito a literatura, muitos livros publicados pelo irmão Witness e Watchman Nee foram traduzidos para o português. Fizemos o possível para que esses livros fossem espalhados por todo o continente Sul-americano. Cerca de 25.000 cópias do livro A Economia de Deus do irmão Lee foram impressos e distribuídos. 

Agradecemos ao Senhor que através do desfrute do ministério de nosso irmão Lee, a propagação de seus livros e da maneira ordenada por Deus o número de irmãos e igrejas continua a crescer. Atualmente existem 630 igrejas e cerca de 20.000 irmãos na América do Sul. 

Em apreciação ao mistrar fiél de nosso irmão Lee para conosco, em 1995 mais de 100 presbíteros e cooperadores da América do Sul foram a Anaheim, CA participar da coferência de Thanksgiving. Com os corações cheios da graça do Senhor e agradecimento, sentimo-nos gratos em poder ter expresso a nossa gratidão para com o irmão Lee face-a-face. 

O ministério do irmão Lee tornou-se intrínseco a nossas vidas e obra. Agradecemos ao Senhor por ter nos dado um membro cheio de dons para a edificação do Corpo de Cristo.

Texto extraído do livro "A Memorial Biography of Brother Witness Lee" pg. 60 1998. Publicado pelo Living Stream Ministry.

Aperfeiçoados para aperfeiçoar outros

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Tm 2:15)
Rm 6:6; Ef 4:13
O objetivo do aperfeiçoamento, no tempo presente, é a edificação do Corpo de Cristo e, no futuro, é nos preparar para governar o mundo que há de vir. Essa é a finalidade da obra do ministério. Se temos a vida de Deus prevalecendo em nossa alma, preenchemos o primeiro requisito para reinar com o Senhor. Mas só seremos capacitados a exercer alguma função no reino se estamos sendo aperfeiçoados hoje para a obra do ministério.
Por exemplo, uma criança precisa crescer para se tornar um adulto, mas apenas o crescimento físico não é suficiente para alguém assumir responsabilidades. Uma criança somente se tornará um adulto responsável e capacitado a trabalhar se estiver recebendo educação, instrução e estudo durante o seu crescimento. Da mesma maneira, para reinarmos no futuro não basta obtermos o crescimento da vida divina; é fundamental recebermos o aperfeiçoamento para a obra do ministério (Ef 4:13). Graças ao Senhor, Ele mesmo concedeu para a igreja esses ministros que, por já terem sido aperfeiçoados, podem aperfeiçoar os santos para que estes executem a obra do ministério. Dessa maneira, todos estaremos preparados para exercer as funções que nos serão entregues no reino dos céus.
O aspecto mais importante na obra do ministério é o ministério da Palavra. O ministro da Palavra se encarrega do profetizar, isto é, falar por Deus. Há muitos cristãos que foram salvos há anos, mas ainda não aprenderam a falar pelo Senhor, ou seja, não receberam o devido aperfeiçoamento. Se alguém já possui o ministério da palavra, precisa ajudar outros a desempenharem essa função. O profeta deve ensinar os outros a ser profetas, a receber a revelação de Deus no espírito e a ministrar a Palavra de Deus com encargo, suprindo a vida divina aos irmãos na igreja. Do mesmo modo, um evangelista também precisa falar por Deus. Ele deve auxiliar os irmãos a pregar o evangelho, levando a fé às pessoas. Pregar o evangelho não é somente ensinar o caminho para o perdão dos pecados, mas levar outros filhos de Deus a desempenhar a função de evangelistas. O mestre, por sua vez, ensina as verdades bíblicas aos irmãos, ajudando-os a receber luz e revelação na Palavra de Deus.
Também devemos exercer nossa função no segundo aspecto do ministério, que são os serviços na igreja. Além disso, é muito importante desempenharmos o terceiro aspecto do ministério, que trata das ofertas de riquezas materiais. Quando ofertamos nosso dinheiro ao Senhor, essa oferta serve de suporte aos demais ministérios, cooperando com os serviços e com a propagação do evangelho em vários lugares.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


A vida moderna


A evolução social e o modernismo têm contagiado homens e mulheres, que, cada vez mais, moldam-se aos padrões de comportamento e de relacionamento ditados pela mídia e pela própria sociedade. O consumismo e o individualismo atingem os casais modernos e neles imprimem sua nota.
O marido acorda cedo, às vezes mais cedo que a mulher, e sai para o dia inteiro de trabalho.
Almoça fora, pois o tempo não lhe permite estar em casa com a família. 
A mulher, que conquistou seu espaço no mercado de trabalho no século XX, sai igualmente para a labuta, da qual não pode abrir mão, sob pena de comprometer o orçamento doméstico.
Os filhos, que “precisam” ser preparados para o futuro, são cada vez mais “treinados” em escolas com técnicas pós-modernas de pedagogia, pela manhã e, à tarde, fazem aula de judô, natação, inglês, espanhol etc. Nossos filhos são colocados em centros de ensino até para aprender a jogar bola, pasmem!
Então, quando o dia acaba, o marido chega em casa e se vê no direito de assistir a um pouco do telejornal. O jantar se faz na sala mesmo, em frente ao televisor. Depois do telejornal do marido, é a vez da novela da esposa. Os filhos fazem a tarefa escolar ou jogam videogame no computador. Eis a vida moderna.
O que poucos sabem é que essa vida moderna já existe há pelo menos 6.000 anos! A Bíblia apresenta, em Gênesis, capítulo 4, a partir do versículo 17, a descendência de Caim. Ali, podemos ver um homem que tinha duas mulheres (Lameque, casado com Ada e Zilá – versículo 19) e quatro filhos: Jabal, que se preocupava com o sustento (ele possuía rebanhos – versículo 20); Jubal, que buscava alegria (foi o inventor dos instrumentos musicais – versículo 21); Tubalcaim, que não se sentia mais seguro (ele fabricava armas – versículo 22); e Naamá, a única filha, que perdeu a beleza interior( o seu nome significa “aquela que se embeleza” – versículo 22).
Assim, o padrão familiar de um marido com duas mulheres, com filhos absolutamente distantes um do outro, que só se preocupam em ganhar dinheiro, diversão, violência e aparência exterior, tido como um mal moderno, em verdade, iniciou-se muito antes.
Mas o que Deus tem preparado para aqueles que o buscam com sinceridade? Seria a família moderna da atualidade? Não! O que Ele tem para os que O temem é a família abençoada da eternidade!
O Salmo 128 nos mostra essa família: “BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e tudo te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.”
O mais importante, caro leitor, é que esse padrão familiar está a nosso alcance. Não precisamos nos espelhar numa sociedade que acha que é moderna, mas que, em verdade, está decadente. Precisamos é olhar para a Palavra de Deus e nela buscar nosso padrão familiar. Jesus é nosso Senhor!
experiência de conversão na família de Watchman Nee

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt 5:16) At 2:38-40 Damos graças ao Senhor por termos recebido muitas verdades com respeito à unidade da igreja e a base para se praticar essa unidade por meio do irmão Watchman Nee. De sua história também podemos aprender algumas lições. Cerca de duzentos anos atrás, iniciou-se a entrada do cristianismo na China, por parte de missionários enviados da Europa e da América do Norte. Naquela época, praticamente todo o país estava debaixo do ensinamento de Confúcio. Embora o confucionismo em si não seja uma religião, mas uma filosofia, todo o povo chinês estava debaixo dessa influência filosófica. A religião predominante entre os chineses era o budismo. Os missionários cristãos enviados para a China certamente tinham um forte desejo de apresentar Jesus para o povo chinês. Muitos deles, porém, acabaram não pregando somente a pessoa de Jesus, mas o ideal de sua missão, de modo que se espalharam no meio do povo chinês muitos e muitos ensinamentos cristãos diferentes. Também aconteceu que muitos chineses se agregaram às missões estrangeiras para obter delas algum benefício financeiro. O pai do irmão Watchman Nee era rico, e sua mãe fazia parte de um grupo cristão, mas não havia tido ainda uma experiência genuína de conversão ao Senhor Jesus. Nas horas ociosas, sua família tinha por hábito jogar em casa majon, um jogo disputado entre quatro pessoas numa mesa, no qual se ganhava ou se perdia dinheiro. Usavam como desculpa que jogavam para fazer amigos, mas ignoravam que jogar para ganhar dinheiro dos outros era cobiçar o que era do outro. Visto que seu pai era próspero e sua mãe fazia parte de um grupo cristão, o irmão W. Nee viu várias vezes em sua casa missionários e pastores estrangeiros, que os visitavam com o intuito de arrecadar alguma oferta para a missão. Às vezes o pastor chegava durante o jogo, entrava em sua casa e, de maneira muito humilde, sentava-se ao lado da mesa para acompanhar o jogo. Quando a mãe do irmão Nee ganhava dinheiro na mesa, entregava ao pastor como oferta para a igreja. Vendo a maneira como sua mãe se comportava, W. Nee se tornou bastante avesso ao cristianismo. Um dia, porém, sua mãe mudou. Ocorreu que um belo e precioso vaso foi encontrado quebrado na casa dela, e, ao encontrá-lo, W. Nee foi culpado e severamente repreendido por sua mãe. Embora tentasse explicar que não fora ele, de nada adiantou, por isso ele se ofendeu e, abatido pela atitude injusta da mãe, tornou-se ainda mais avesso ao cristianismo. Entretanto, após alguns dias, sua mãe voltou do culto e, ao encontrá-lo, ela se aproximou e lhe pediu perdão por tê-lo culpado e repreendido severamente. Surpreso, o jovem W. Nee quis saber o que teria causado tamanha mudança nela. Ele então descobriu que uma missionária havia pregado o evangelho puro para sua mãe, ela se convertera e, como resultado, pediu-lhe perdão. A pregadora chinesa era Dora Yu, enviada por uma missão coreana, e o evangelho que ela pregava era verdadeiramente o evangelho de perdão de pecados (At 2:38-40). Por isso a mãe de Watchman Nee, numa atitude rara na China, foi constrangida a pedir-lhe perdão. Graças ao Senhor, o evangelho chegou até a família do irmão Nee, de modo que também ele se converteu e, posteriormente, foi muito usado por Deus para apresentar as verdades que o Senhor lhe revelou. Jesus é o Senhor!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

COMO RESOLVEMOS NOSSOS PROBLEMAS

|
O homem caído tem dificuldades para se envolver com as coisas de Deus (Mateus 26:36-45). Somos fortes demais para algumas coisas, mas muito fracos para outras. Quando o Senhor Jesus estava prestes a ir para a cruz, Ele chamou Seus mais íntimos discípulos para orar. Ele queria escoar um pouco Sua tristeza pela oração, queria sentir Seus principais discípulos a Seu lado. Ele imaginou que pudesse contar com Pedro e com os dois filhos de Zebedeu (Tiago e João).

Enquanto o Senhor, como uma azeitona, estava sendo pisado para virar azeite, Seu mais caloroso e empolgado discípulo dormia. Ele dormia enquanto o Senhor sofria. Por três vezes ele se achou dormindo até que o Senhor percebeu que não tinha em Pedro um companheiro na hora mais dura de sua vida terrenal: “Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima. Falava ele ainda, e eis que chegou Judas [...]”. Pedro não conseguia fazer aquilo que era mais básico, orar. Nossa alma não aprecia as coisas de Deus, ela não gosta de ler a Bíblia, pregar o evangelho, ofertar e outras coisas relacionadas com Deus. Mas tão logo os que iam prender Jesus chegaram, todos conduzidos por Judas, ele, Pedro “sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha” (vs. 47-51). A alma tem indisposição para as coisas de Deus, mas, quando é para agir com relação às coisas naturais, ela se levanta com muita força. Não sabemos se Pedro acertou a orelha ou errou a cabeça do servo do sumo sacerdote; a verdade é que, em nosso natural, somos muito fortes. Nossa alma é selvagem. Pedro avançou todos os “sinais vermelhos” e agiu por conta própria colocando em risco tudo o que o Senhor estava planejando.

O Senhor, que era cheio de amor, chamou ainda Judas de amigo e colocou a orelha do servo no lugar. Ele estava desfazendo o que Pedro fizera. O Senhor é assim, o tempo todo está desfazendo o que nossa alma precipitada faz. Quantas coisas negativas já fizemos e quantas dessas o Senhor teve de remendar?! Se o Senhor não remendasse a maioria das coisas que fazemos, enfrentaríamos muitos problemas em nossa vida, mas Ele, mesmo sem o sabermos, está continuamente colocando no lugar a “orelha do servo do sumo sacerdote que cortamos”.

Como você resolve seus problemas: com agressão, gritos, xingamento ou no Senhor e com o Senhor? Muitos cristãos resolvem suas demandas “sacando da espada”. Tome cuidado: nossa alma é forte e agressiva; ela é capaz de mais coisas do que imaginamos. A violência entre as pessoas cresce cada vez mais. Sem saber, muitos estão “cortando a orelha” das pessoas por onde passam. Essa é nossa alma e é por isso que ela precisa de transformação.

chamados para promover a fé

Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade (Tt 1:1)
Mt 10:1-7; 1 Tm 1:3-4; Hb 3:1

Muitos discípulos seguiam o Senhor Jesus durante Seu ministério. Dentre esses Ele escolheu doze, depois de ter se retirado no monte e passado a noite orando a Deus (Lc 6:12). Deu-lhes também o nome de apóstolos (v. 13) e os enviou para pregar o evangelho do reino dos céus (Mt 10:1-7). A palavra apóstolo vem do grego e quer dizer enviado. Os apóstolos são enviados por Deus para a pregação do evangelho, para promover a Fé¹.

Hoje, a fim de fazer a obra do Senhor com mais efetividade, enviamos irmãos para o CEAPE (Centro de Aperfeiçoamento para a Propagação do Evangelho), onde têm a oportunidade de ser aperfeiçoados como colportores. Esses irmãos, depois de passarem pelo aperfeiçoamento, pregam o evangelho do reino por meio dos livros. O objetivo principal é levar as pessoas à Fé.

Outro item do mover do Senhor para pregar o evangelho do reino é o espaço que denominamos bookafé, cujo significado é livro que promove a Fé, ou livro que leva a pessoa à Fé.

A palavra "Fé" se refere à economia de Deus no Novo Testamento, como Paulo nos mostra ao longo do capítulo 1 do livro de Efésios. O apóstolo nos apresenta o Deus Triúno e a obra do Pai, a obra do Filho e a obra do Espírito. A obra do Deus Triúno visa infundir Sua própria pessoa em nosso interior até saturar nosso espírito, alma e corpo com Ele mesmo. Juntando essa porção da Palavra com a passagem de 1 Timóteo, fica claro que o objetivo de Deus é infundir Sua economia - a Fé objetiva - em nossa fé subjetiva (1 Tm 1:3-4). Daí a importância do bookafé e da colportagem.

Precisamos de irmãos aperfeiçoados que saibam divulgar os livros. Assim a economia neotestamentária de Deus será apresentada para as pessoas. O colportor pode ser comparado ao sumo sacerdote do Antigo Testamento e ao apóstolo do Novo Testamento, pois ele leva as pessoas até Deus, é um enviado de Deus. O Senhor Jesus é tanto Apóstolo como Sumo Sacerdote (Hb 3:1).

Nossa responsabilidade é cada vez maior. Ultimamente Deus também nos incumbiu de pregar o evangelho do reino na Europa, África e América Central. Ele precisa de mais pessoas para suprir a necessidade de Sua obra nesses países. Por isso mais irmãos devem ingressar no CEAPE para se tornar colportores. Dessa forma, será pregado o "evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mt 24:14). Louvado seja o Senhor!

¹A Bíblia fala de fé, que é uma disposição que existe dentro de nós para crer em Deus, crer em Suas promessas, e alguns podem ter fé maior que outros, como vemos nestes versículos: "Por que sois tímidos, homens de pequena fé?" (Mt 8:26); "Ajuda-me na minha falta de fé!" (Mc 9:24); e "Admirou-se Jesus dele e [ ... ] disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta" (Lc 7:9). Existe também a Fé, que se refere àquilo em que cremos, que é o aspecto objetivo da fé, ou seja, são todos os itens que compõem os ensinamentos revelados pelos apóstolos e que nos apresentam o plano de Deus e Seu arranjo para se dispensar ao homem. Para facilitar a compreensão do leitor, optamos por escrever fé, com inicial minúscula, quando nos referimos à nossa capacidade subjetiva de crer, e a Fé, com inicial maiúscula, para falar da fé objetiva, que é depositada dentro de nós à medida que cremos na Palavra e a praticamos.

A China para Jesus: Fotos da igreja da China 4

A China para Jesus: Fotos da igreja da China 4

terça-feira, 21 de junho de 2011

CASAMENTO: CONQUISTA OU CASTIGO?

O casamento é uma grande conquista na vida do ser humano. Essa conquista começa com a escolha da pessoa com quem nos iremos casar, inclui o lugar onde iremos morar e prossegue com a administração dos recursos que temos para viver a vida a dois. Com a vinda dos filhos outras conquistas serão necessárias, pois a responsabilidade aumentará, as restrições crescerão, e um “novo terreno” jamais explorado anteriormente pelo casal deverá ser percorrido, e isso sem caminho de volta.

Como toda conquista, cada etapa do casamento oferece novos desafios, obstáculos, lutas e incertezas. Mas, se o alvo é claro e definido, nosso espírito é correto e nossa atitude é humilde e dependente de Deus, certamente ultrapassaremos os obstáculos, conquistaremos vitórias, aprenderemos lições preciosas e cumpriremos a vontade de Deus em nossa união conjugal.

Um dos grandes obstáculos para vencer cada etapa dessa conquista é a maneira como encaramos cada situação que se apresenta em nossa jornada a dois. Alguns, diante da menor dificuldade, se desesperam e desistem. Outros buscam razão para desistir, como se desde o início não quisessem casar-se. Mas há aqueles que são perseverantes, possuem um coração aberto para aprender com o novo e, por serem confiantes no Senhor, crêem que Ele proverá o livramento para cada situação.

Usemos a história do povo de Israel como ilustração para a maneira de encarar as situações que aparecem em nossa vida. Os israelitas tiveram o desafio de entrar e conquistar a boa terra de Canaã que lhes fora prometida por Deus no Antigo Testamento. Antes de entrar lá, porém, Moisés, servo de Deus, enviou doze homens, um representante de cada tribo (Números 13:2), para espiar como era a terra que Deus lhes havia prometido. Dentre os doze, Calebe foi escolhido da tribo de Judá, e Oseias, da tribo de Efraim, a quem Moisés chamou de Josué (vs. 6, 8, 12). Todos os doze entraram na boa terra de Canaã e, depois de a terem visto e explorado, voltaram dizendo que a terra era muito boa, pois manava leite e mel. Eles também trouxeram, pendurado numa vara um cacho de uvas que precisou ser carregado por dois homens, indicando quão rica e abundante era a terra prometida por Deus (vs. 21-24).

Dez dos espias, porém disseram que o povo que lá habitava era mais forte do que eles. Ao verem as dificuldades de possuí-la, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo que ela devorava seus moradores. Disseram também que lá habitavam gigantes a ponto de se verem como gafanhotos perante eles. Ao ouvirem um relatório tão negativo por parte desses dez espias, o povo levantou-se, gritou em voz alta e chorou naquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão.

Muitos agem como estes espias: enfatizam só o que é negativo em seu casamento, desesperam-se diante das dificuldades e reclamam de tudo, inclusive de Deus, como se o casamento fosse um castigo, e não uma benção. Baseados em seus próprios sentimentos e conveniências, e por não crerem na promessa de Deus, desistem de lutar e só pensam em voltar atrás.

A atitude de Josué e Calebe, porém foi diferente, pois disseram: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco; não os temais” (vs. 7-9). Apenas Josué e Calebe creram no que Deus havia prometido e, por esse motivo, somente eles entraram, conquistaram e desfrutaram da benção prometida por Deus (v. 30).

A conquista da benção do casamento é assim. Todos encontramos dificuldades em suas diversas etapas, mas o que determina se iremos superá-las ou não, se iremos vencer ou não, se iremos cumprir a vontade de Deus ou não, é atitude que cada um de nós terá diante dos obstáculos e desafios que aparecerão. Aprendamos com o exemplo de Josué e Calebe, que, por encararem a situação não segundo o ponto de vista das pessoas ao redor, nem segundo seus próprios sentimentos (Números 1:33), creram na promessa de Deus e no poder de Sua presença com eles. Eles não duvidaram, tampouco recuaram, mas perseveraram em seguir o Senhor e conquistaram o que Deus lhes havia prometido (14:24; 32:12). Deus garantiu Sua benção ao casamento, mas cabe a nós conquistá-la crendo em Sua promessa e confiando em Sua presença.

Texto extraído da secção "O que Deus uniu" edição 222 do Jornal Árvore da Vida

segunda-feira, 25 de abril de 2011

JESUS É O ÁRBITRO

Antes de sermos salvos pelo Senhor Jesus, vivíamos debaixo da influência do pecado (Romanos 7:15). Por conseguinte, éramos filhos da desobediência (Efésios 2:2-3). Não tínhamos nenhuma restrição para o que praticávamos ou pensávamos. Mas, ao sermos salvos, recebemos a vida de Deus por meio de Cristo Jesus. Essa vida quer nos governar, dirigir e liderar, isto é, quer arbitrar nosso viver.
Uma vez ou outra, porém, nos surpreendemos praticando coisas que são contrárias a essa nova vida. Quando isso acontece, uma sensação de pesar invade nosso ser, logo seguida de argumentações: Que fiz de errado? Tudo parecia tão certo!
Reconheçamos que nossa experiência com o Senhor precisa se desenvolver. Em Colossenses 3:15, Paulo diz: Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração. O termo grego para a palavra árbitro pode também significar aquele que arbitra, preside ou é entronizado como governante que decide todas as coisas. Dessa forma, em nossa crescente experiência com Cristo, precisamos tomar Sua paz como árbitro no coração, permitindo que Ele seja o juiz que apita o que fazer e o que não fazer.
Esse versículo também consegue evidenciar que Aquele que está em nosso interior se move por meio da paz. Quando não sentimos paz, a melhor alternativa é reconsiderar o que estamos fazendo, buscando luz diante do Senhor e prosseguir por meio desse sentimento. Uma boa ilustração encontra-se em 2 Coríntios 2:12-13 que diz: Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor, não tive, contudo, tranqüilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia. A falta de tranqüilidade a que Paulo se refere nesse episódio equivale à falta de paz. Por ser governado pelo Espírito, Paulo não levou em consideração o ambiente exterior e cedeu ao apitar de reprovação do Senhor em seu interior.
Sem dúvida Paulo se baseou em sua própria experiência ao recomendar a paz de Cristo como árbitro no coração. Se considerarmos nossa experiência, perceberemos que, como jovens cristãos, há em nós dois ou três partidos. Por esse motivo, precisamos de um árbitro, sempre necessário para resolver discordâncias ou disputas entre partes. Em relação a certa questão, uma das partes em nós pode estar inclinada para um lado, e outra, para o lado oposto. Além disso, uma terceira parte pode ser neutra. Quase sempre temos consciência destes três partidos em nós: um positivo, um negativo e outro neutro.
Como cristãos, somos jovens mais complexos que os incrédulos. Antes de ser salvos, estávamos debaixo do controle do partido satânico. Podíamos nos entregar a divertimentos e entretenimentos mundanos sem nenhum sentimento de desconforto. Contudo, agora que somos salvos, uma parte dentro de nós pode nos encorajar a fazer algo, mas outra pode nos incentivar ao contrário. Há, portanto, necessidade de um árbitro interior para resolver um confronto assim. Precisamos de alguém ou de algo que silencie as várias vozes que gritam em nosso interior e aponte o caminho a seguir. De acordo com Colossenses 3:15, a paz de Cristo é esse árbitro, esse juiz.
Durante a vida, muitas decisões precisam ser tomadas, sobretudo quando se é jovem. Desde o amanhecer até o anoitecer, várias dúvidas vão surgindo. Muitos jovens perguntam: Que roupa devo vestir? Que tipo de amigos posso ter? Como devo me comportar na escola, na faculdade, no trabalho? Se já não me sinto criança, por que não posso me relacionar com o sexo oposto? Devo sempre dizer a meus pais aonde vou e perguntar a que horas devo voltar? Posso dormir na casa de meus amigos? Se todas as perguntas que afligem o jovem fossem listadas aqui, encheríamos centenas de páginas, porque são infindáveis.
O grande problema do jovem é achar que basta usar raciocínio lógico, senso comum e coerência para obter respostas às questões que o perturbam. Que engano! O jovem precisa saber que, além do certo e do errado, há a paz. A paz é o sentimento gerado todas as vezes que você dá atenção ao caminho que o Árbitro interior aponta para sua vida. A paz é o sentimento de frescor, de vida, de alegria que você desfruta quando respeita a resposta que o Juiz arbitra em seu espírito. A paz de Cristo é Ele mesmo se manifestando dentro de você.
Jovem, quando você deparar com alguma questão que precise de solução, observe três coisas: 1) não procure resposta na lógica; 2) não tome as experiências passadas como auxílio e 3) não consulte terceiros. Em vez de basear sua decisão em algum desses pilares humanos, volte-se para o Senhor e pergunte: Senhor, o que devo fazer agora?. Se você fizesse essa pergunta na dispensação antes da era da graça, talvez ouvisse trovões e uma alta voz do céu. Mas, como estamos no Novo Testamento, você ouvirá uma doce voz dentro de você mesclada a um sentimento de paz. Essa doce voz unida à paz é a resposta divina para suas questões (1 João 2:27).
Jovem, você percebe que há um árbitro em seu interior? Nesta porção da Palavra vemos claramente que a paz de Cristo é o árbitro dentro de nós e ela deve resolver todas as nossas disputas interiores.
E o Deus da paz seja com todos vós. Amém (Romanos 15:33).

Texto extraído da secção "Corre e Fala a este Jovem" do Jornal Árvore da Vida edição nº 220 (www.arvoredavida.org.br/jav)