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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O evangelho de satanás: imitação


Satanás é um arquiimitador. Ele está agora em atividade no mesmo campo em que o Senhor Jesus semeou a boa semente. O diabo está procurando impedir o crescimento do trigo, utilizando-se de outra planta, o joio, que em aparência se assemelha muito ao trigo. Em resumo, por meio de um processo de imitação, Satanás está almejando neutralizar a obra de Cristo. Portanto, assim como Cristo tem um evangelho, Satanás também possui um evangelho, que é uma imitação sagaz do evangelho de Cristo. O evangelho de Satanás se parece tanto com aquele que procura imitar, que multidões de pessoas não-salvas são enganadas por este evangelho.
O apóstolo Paulo se referiu a este evangelho, quando disse: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (Gl 1.6,7). Este falso evangelho estava sendo proclamado mesmo nos dias do apóstolo, e uma terrível maldição foi lançada sobre aqueles que o pregavam. O apóstolo continuou: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v. 8). Com a ajuda de Deus, nos esforçaremos para explicar, ou melhor, para desmascarar este falso evangelho.
O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem mesmo um programa de anarquia. Este evangelho não promove conflitos ou guerras, mas tem como alvo a paz e a unidade. Não procura colocar a mãe contra a filha, nem o pai contra o filho; ao invés disso, ele fomenta o espírito de fraternidade pelo qual a raça humana é considerada uma grande “irmandade”. Este evangelho não procura mortificar o homem natural, e sim aprimorá-lo e enaltecê-lo. O evangelho de Satanás defende a educação e a instrução, apelando ao “melhor que há no íntimo do ser humano”; tem como alvo fazer deste mundo um habitat tão confortável e agradável, que a ausência de Cristo não será sentida e Deus não será necessário. O evangelho de Satanás se esforça para manter o homem tão ocupado com as coisas deste mundo, que não tem ocasião nem inclinação para pensar no mundo por vir. Este evangelho propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade e da benevolência, ensinando-nos a viver para o bem dos outros e sermos bondosos para todos. Apela fortemente à mentalidade carnal, tornando-se popular entre as massas, porque ignora os solenes fatos de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, está alienado da vida de Deus, morto em delitos e pecados, e de que a única esperança se encontra em ser nascido de novo.

Imitador, não iniciador



Satanás não é um iniciador; ele é um imitador. Deus tem um Filho unigênito, o Senhor Jesus Cristo; de modo similar, Satanás tem o “filho da perdição” (2 Ts 2:3). Existe uma Trindade Santa; de maneira semelhante, existe a Trindade do Mal (Ap 20:10). Lemos nas Escrituras a respeito dos “filhos de Deus”. Lemos também sobre os “filhos do maligno” (Mt 13:38). Deus realmente realiza em seus filhos tanto o querer como o executar a sua boa vontade. Somos informados que Satanás é o “espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2:2). Existe um “mistério da piedade” (1 Tm 3:16). Também existe um “mistério da iniqüidade” (2 Ts 2:7). A Bíblia nos diz que Deus, por meio de seus anjos, sela os seus servos em suas frontes (Ap 7:3). Aprendemos igualmente que Satanás, por meio de seus agentes, coloca uma marca sobre as frontes de seus servidores (Ap 13:16). As Escrituras nos revelam que o “Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co 2:10). De maneira semelhante, Satanás possui as suas “coisas profundas” (Ap 2:24). Cristo realiza milagres. Satanás também pode fazer isso (2 Ts 2:9). Cristo está assentado em seu trono. De modo semelhante, Satanás tem o seu trono (Ap 2:13). Cristo possui uma Igreja. Satanás tem a sua sinagoga (Ap 2:9). Cristo é a luz do mundo. De modo similar, o próprio Satanás “se transforma em anjo de luz” (2 Co 11:14). Cristo designou os seus apóstolos. Satanás também possui os seus apóstolos (2 Co 11:13). Tudo isso nos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

EDIFICANDO COM CRISTO: EDIFICANDO COM CRISTO: Receber a vida de Deus e deixá-la crescer

EDIFICANDO COM CRISTO: EDIFICANDO COM CRISTO: Receber a vida de Deus e deixá-la crescer

EDIFICANDO COM CRISTO: EDIFICANDO COM CRISTO: Receber a vida de Deus e deixá-la crescer

EDIFICANDO COM CRISTO: EDIFICANDO COM CRISTO: Receber a vida de Deus e deixá-la crescer

O que está por trás do lado bom da vida da alma



Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia (Jó 42:3)

Gn 4:3-5; Mt 16:21-23
Árvore da Vida, Dong Yu Lan, Alimento DiárioA vida da alma de Pedro se manifestou principalmente quando tentava fazer o bem. Em Mateus 16:21-23, vemos que Pedro começou a reprovar o Senhor, quando Ele disse que Lhe era necessário seguir para Jerusalém, sofrer, morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro disse ao Senhor que tivesse compaixão de Si mesmo, pois isso de modo nenhum Lhe aconteceria. No lugar de Jesus, nós provavelmente aprovaríamos a atitude de Pedro. Essa é uma visão superficial da situação. Muitas vezes expressamos nossa opinião segundo o lado bom de nossa vida da alma e não segundo a vontade de Deus.
O Senhor, porém, era fiel à vontade de Deus Pai acima de tudo e reconheceu que Satanás estava utilizando a emoção de Pedro para impedi-Lo de realizá-la. Quem imaginaria que as palavras amorosas de Pedro eram um obstáculo para a vontade de Deus? Se o Senhor tivesse dado ouvidos a ele e não tivesse sido crucificado e morto, não teríamos a redenção nem a igreja seria gerada. Assim, o propósito de Deus em salvar o homem e prepará-lo para reinar seria prejudicado. Esse era o intento de Satanás, e, foi por isso, que o Senhor disse a Pedro: “Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v. 23).
O mesmo que aconteceu com Pedro pode ocorrer conosco, porque a alma possui dois aspectos: o bom e o mau. A parte má da vida da alma nós facilmente percebemos e rejeitamos, porque ela nos leva diretamente ao pecado. A parte boa, por outro lado, não é notada com facilidade, pois diz respeito até mesmo ao nosso serviço a Deus. Por exemplo, quando Caim apresentou uma oferta ao Senhor, ele o fez segundo o esforço proveniente da alma. Ao ser rejeitado, entristeceu-se. Quando Deus o aconselhou sobre o que deveria fazer, Caim não se arrependeu. Pelo contrário, aquele que parecia tão bom em sua alma, tornou-se mau, a tal ponto que assassinou seu irmão, Abel (Gn 4:3-5).
Como a vida da igreja é seguir o Senhor, devemos negar não somente a parte má da vida da alma, mas também a parte boa, pois ambas têm a mesma origem: Satanás. No registro da experiência de Pedro, o Senhor repreendeu Satanás, pois a origem daquela boa atitude era satânica. De fato, tudo o que é produzido pela vida da alma, seja bom ou mau, tem origem em Satanás. Daí a importância de negarmos o ego, tanto naquilo que se inclina para o pecado, como naquilo que produz coisas boas, mas que impedem que a vontade de Deus se cumpra. Isso é o que devemos praticar, não somente nas reuniões da igreja ou quando estamos envolvidos no serviço a Deus, mas em todo o tempo, principalmente na vida familiar e social.

TRAZENDO O REINO DE DEUS


A necessidade de hoje é para os cristãos que conhecem o tempo. Deus está procurando por um povo que simpatize com Ele e trabalhe com Ele em concluir esta era e introduzir a próxima. Se os cristãos virem como sua maior responsabilidade na terra a salvação das pessoas, então, eles falharam em cumprir a mais alta vontade de Deus. Eles deviam reconhecer que têm uma responsabilidade ainda maior do que a salvação de almas: eles têm de levar esta era a um fim e trazer o reino de Deus. Sua mais alta responsabilidade é testemunhar a destruição do arquiinimigo de Deus, Satanás, e todos os seus poderes das trevas. Eles deviam ver isso como o principal objetivo de todas as suas obras. A oração não é apenas para orar, mas para ferir satanás. Salvar almas não é meramente salvar as pessoas, mas causar dano a Satanás nesse processo. Por favor, não me interprete mal aqui. Não rebaixamos a obra de evangelismo, pois a salvação de homens e mulheres é a mais gloriosa tarefa a qual nunca deveríamos dispensar; mas na obra de salvar almas não percamos o reino de vista. Nós nos tornaremos obreiros mais efetivos nas mãos do Senhor se sempre tivermos em vista o reino de Deus e as coisas concernentes ao determinado conselho de Deus e o destino estabelecido para o inimigo de Deus.
Por que será que após os filhos de Deus testificarem do reino dos céus o fim deve chegar? Aqui podemos perceber novamente o trabalhar de Deus junto com os homens. Deus deseja que o fim chegue. Mas se os Seus filhos falharem em trabalhar com Ele em oposição a esta era e em desejar que o Seu reino venha, Ele adiará a chegada do reino. Mas quando os filhos de Deus realmente abominarem os fenômenos repugnantes do desfecho desta era e orarem por sua morte rápida bem como orarem pelo reino, Ele se levantará e agirá. Quando quer que os filhos de Deus se levantem para sustentarem o testemunho do reino dos céus – o que significa que eles querem o que Ele quer e odeiam o que Ele odeia naquele momento –, a vontade deles é unida à vontade de Deus. E isso possibilita ao Senhor levantar-se e agir.
Nunca assumamos que o fim vem automaticamente. Não, se não desejarmos a vontade de Deus, Sua vontade será retardada. Portanto, Deus está esperando pacientemente hoje, buscando por aqueles que são de uma mente com Ele e estão dispostos a trabalhar com Ele para trazer o fim desta era. Quem entre nós está disposto a realizar esta grande obra? Quem entre nós está disposto a pagar o preço?
(Este texto é o sexto capítulo do livro "Espírito de Sabedoria e Revelação", de Watchman Nee, publicado pela Editora dos Clássicos, em julho de 2003)

EXPULSANDO A SATANÁS


Nós devemos proclamar o evangelho do reino dos céus – o qual é o evangelho da expulsão de demônios, o evangelho do anúncio da derrota de satanás e da destruição do Hades. E esse testemunho trará o fim desta era.
Reconhecidamente, esta era é a era da Igreja, pois a Igreja teve começo nesta era. Ao mesmo tempo, entretanto, estejamos conscientes que a Bíblia igualmente chama esta era de “geração má e adúltera” (Mt 12.39), “geração incrédula e perversa” (17.17) e “geração corrompida e perversa” (Fp 2.15). O propósito de Deus é levar tal era e geração a um fim. Ele está contente ao ver que o fim dessa era logo chegará a fim de Seu reino seja introduzido. Mas os filhos de Deus têm seu dever a cumprir. Eles deviam trabalhar juntamente com Deus para trazer a essa era o fim. A oração é um dos caminhos, mas testemunho é também requerido. Levantemo-nos todos em prol da “majestade” do Senhor Jesus como nunca antes. Vamos testificar do Seu governo mais do que nunca. Embora o reino do anticristo deva preceder o reino de Cristo, não obstante devemos testificar do reino de Cristo antes da vinda do reino do anticristo. Nós precisamos trazer a esta era o seu fim.
Naturalmente isso não é um novo evangelho; é apenas aquele aspecto do único evangelho que tem sido, por tanto tempo, negligenciado pela igreja. Todos os apóstolos também proclamaram esse aspecto do evangelho. Tanto Atos 14.22 como 28.23 dão testemunho desse fato: “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus (...) E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde a manhã até à tarde”. Além do mais, após a ressurreição, o Senhor Jesus mesmo falou aos Seus discípulos as coisas concernentes ao reino de Deus (1.3). Se quisermos continuar o trabalho dos apóstolos, precisamos testificar do que eles testificaram. Quão grandemente a Igreja tem esquecido a vitória, a autoridade e o trono de Cristo. Quem quer que ouse testificar que “somente Cristo é Rei, Satanás, não” está realmente pregando o evangelho do reino dos céus.
Não sejamos pessoas atrasadas no tempo. Hoje só há um evangelho que é relevante para o nosso tempo: o evangelho do reino de Cristo. Com isso não estamos sugerindo que não deveríamos pregar nada mais; apenas desejamos sublinhar o fato de que Deus deseja que nós prestemos atenção especial a esse aspecto do evangelho. Precisamos nos levantar e afirmar o que Deus determinou para esta era. No final desta era, Ele está interessado na vitória de Seu filho e no exílio de Satanás. Se não formos de uma mente com Deus nesse assunto, ou seja, se não prestarmos atenção no que Ele está interessado agora, não cumpriremos Sua eterna vontade, não importando que grande obra possamos realizar. Quão distantes nós estamos do melhor de Deus se esse for o caso.

O FIM DESTA ERA É O REINO


Quando um servo do Senhor ganha a visão sobre o lugar que o reino tem na predestinada vontade de Deus, o quanto, então, ele passa a ansiar que o reino venha logo. Como ele espera que todos os filhos de Deus cooperem com o Senhor em apressar a chegada do reino. O versículo da Bíblia que é especialmente comovente ao coração desse servo é, sem dúvida, Mateus 24.14, o qual diz: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Aqui podemos discernir a relação entre a pregação do evangelho do reino e a vinda do fim. Inquestionavelmente esse versículo é difícil de ser compreendido de maneira clara. Na verdade, no passado esse versículo se tornou um problema causando muita contenda entre os filhos de Deus. Nós não temos intenção de nos juntar à polêmica, pois não importa como uma pessoa possa interpretar essa passagem, isso não trará uma opinião unânime entre o povo de Deus. Desejamos simplesmente apresentar a luz que temos recebido nesse versículo.
“O fim do mundo (era, gr. lit.)” (v. 3) é uma frase que, naturalmente, aponta para o fim desta era. De acordo com uma interpretação rigorosa da profecia, essa frase refere-se à “hora da provação” (Ap 3.10 – VRA2), que também é compreendida como constituindo o curto período conhecido como “a grande tribulação”, o qual irá concluir a era na qual agora vivemos. A nossa era é denominada de várias maneiras: a era do Espírito Santo, a era da Igreja, a dispensação da graça ou a dispensação do evangelho. Esta era, a qual leva todos esses diferentes títulos, terminará com a vinda de “o fim” ou a grande tribulação.
Ora, precisamos compreender claramente que a Igreja é responsável por trabalhar com Deus para que o reino seja trazido, como Mateus 24.14 confirma. E, ao entender que o reino de Deus só pode aparecer publicamente após o final desta era, a Igreja não pode fazer outra coisa a não ser estar interessada no fim. Pois, embora o final dessa era não tenha nenhuma relação com a Igreja em si, ela tem muito a ver com a obra da Igreja.
Por essa razão, o Senhor Jesus nos diz em Mateus 24.14 que o evangelho do reino deve primeiro ser pregado e, então, o reino dos céus virá. Aqui nosso Senhor profetiza com respeito ao fenômeno que deve acontecer ao aproximar-se o fim dessa era e a chegada em breve do reino dos céus. Ele, além disso, estabelece a condição para o surgimento da conclusão desta era e a introdução do reino. Por conseguinte, a partir desse versículo em Mateus vemos que, para que esta era seja concluída, os filhos de Deus devem dar testemunho do evangelho do reino de maneira nova. Ao tempo do fim dessa era, nós verdadeiramente testemunharemos um reavivamento do evangelho do reino.
Durante as últimas décadas parece ter havido uma restauração gradual do ensinamento sobre o reino. Especialmente nos poucos anos passados, o Senhor tem voltado os olhos dos Seus filhos na China mais na direção desse assunto do reino de Deus. Isso é, de fato, um sinal muito saudável.

O que é o reino de Deus?

Mas o que é o reino de Deus? O que é o evangelho do reino dos céus? O que é normalmente entendido é que o reino é a era quando Cristo e a Igreja irão reinar. Na verdade, ele é muito mais que isso.
Muitos tentam diferençar entre o evangelho do reino e o evangelho da graça. Isso realmente não é necessário. Se há quem insista em distingui-los, podemos dizer que o evangelho da graça lida principalmente com bênção, enquanto o evangelho do reino é especialmente dirigido contra a opressão demoníaca de Satanás.
Hoje em dia, existem muitos conceitos acerca do reino, mas ouçamos o que o Senhor Jesus tem a dizer: “Se Eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus” (Mt 12.28). Sem dúvida o reino significa muitas coisas, mas o que o Senhor menciona aqui deve ser considerado do mais importante significado.
O reino está em direta oposição ao Hades. O Senhor Jesus declara que o reino é a expulsão de demônios – isso quer dizer que, pela energia do Espírito de Deus, se dá a expulsão de demônios. Essa é uma explicação acurada do reino. Existe uma lacuna básica encontrada nos comentários da Bíblia de hoje, pois neles os autores usualmente se esquecem do Hades. A Igreja em sua posição, obra, pensamento e falar têm geralmente esquecido seu inimigo, Satanás. Não sabemos que Deus escolheu a Igreja para resistir a Satanás e para introduzir o Seu reino? Portanto, prestemos atenção que exatamente na primeira vez que o Novo Testamento menciona a Igreja ele também menciona o Hades (veja Mt 16, onde Hades é traduzido para inferno).
Todos sabemos que a duração da era do reino é de mil anos. Mas qual é a relação entre esses mil anos e Satanás? Nos versículos de abertura de Apocalipse 20 é-nos dito que esse será o tempo em que Satanás será preso no abismo. Essa será a época mais vergonhosa para ele.
“Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?” (1Co 6.3). Ora, somente aqueles que têm pecado precisam ser julgados; portanto, vemos a partir desse versículo que o futuro para a Igreja incluirá o julgamento dos anjos pecaminosos. Esses anjos pecaminosos rebelaram-se juntamente com Satanás contra Deus. Eles são os principados e potestades de hoje (cf. Ef 6.12; Cl 2.15) e os príncipes mencionados em Daniel 10.13, 20). E Deus diz que nós os julgaremos. Mas quando? Na época em que Cristo vier novamente para estabelecer Seu reino.
Isto, então, é o reino: o tempo em que Satanás será lançado no abismo. Esse é o tempo em que todos os principados e potestades serão julgados. Oh, os poderes do Hades serão destruídos na era do reino! E a besta, como um filho para Satanás, e o espírito que está no falso profeta serão lançados para dentro do lago de fogo. Além disso, outros incontáveis espíritos maus serão expulsos do mundo e aprisionados. O próprio Satanás será exposto à vergonha abertamente e passará mil anos de vida nas trevas no abismo. Esse é o tempo quando ele e toda a sua família do mal serão completamente derrotados e destruídos. Durante esse mesmo período, os filhos de Deus se manifestarão e a batalha da cruz de Cristo alcançará completa vitória. Esse é o tempo no qual o propósito de Deus, proposto desde as eras contra Satanás, encontra seu completo cumprimento. E o que está profetizado em Isaias 14.12-20, que é uma referência velada a Satanás, será, então, totalmente realizado. Na era do reino Satanás não terá influência nenhuma.
Conseqüentemente, a pregação do evangelho do reino dos céus é nada menos do que declarar que Deus, que reina nos céus hoje, amanhã reinará sobre a terra expulsando completamente o príncipe do mundo atual com todos os seus seguidores e maus espíritos para que, então, o novo homem (Cristo e Sua Igreja) reine.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O amor é a expressão da vida divina

Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus (Lc 6:35) Rm 8:5-6; 1 Co 12:3b; 1 Tm 1:5a  Quando consideramos Primeira Tessalonicenses, vemos que a ordem dos itens da estrutura da vida cristã descrita por Paulo começa pela operosidade da fé, seguida pela abnegação do amor, e por último a firmeza da esperança. Esses três itens podem ser interpretados, respectivamente, como: a obra da fé, o labor do amor e a perseverança da esperança.  Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo (1 Jo 4:17)  Mt 16:24; Rm 8:6, 8; 1 Co 12:5; Ef 4:7, 15-16
Pelo exercício de nossos dons e pelo acréscimo da graça, cada um desenvolve seu ministério, cooperando com a edificação do Corpo de Cristo em amor (Ef 4:15-16). Como já vimos, a graça é concedida a cada de nós segundo a proporção do dom de Cristo (v. 7). Quanto mais graça, mais da vida divina é infundida em alguém, e, assim, maior será seu ministério. A Palavra nos revela que o Senhor concedeu funções especiais para alguns membros do Corpo, a fim de ajudar outros irmãos a desenvolver seus dons e ministérios (1 Co 12:28; Ef 4:11). Embora haja diversidade de ministérios (1 Co 12:5), e também diferença nos níveis dos ministérios, o ministério de cada membro é indispensável para a edificação do Corpo de Cristo.                                                                                 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor (1 Co 13:13)    Rm 10:17; 1 Co 12:31; 15:53; 1 Ts 1:2-3
O desejo de Deus é nos conceder os maiores dons e, nesse propósito, nos revelar o caminho para alcançá-los. Em 1 Coríntios 12:31 Paulo menciona a existência de um caminho sobremodo excelente para encontrarmos os melhores dons e, no capítulo 13, ele descreve esse caminho.
No versículo 13 desse capítulo vemos: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”. Esses três constituem a estrutura da vida cristã. Em 1 Tessalonicenses também encontramos esses três itens essenciais: “Damos sempre graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações, e sem cessar recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1:2-3). Nessa passagem encontramos a operosidade da fé, a abnegação do amor ou labor do amor e a firmeza da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.
A fé possui relação com o nosso espírito humano. Por termos crido no Senhor Jesus e em Sua obra redentora, nosso espírito humano foi salvo. O amor está relacionado com a nossa alma. O amor de Deus é que nos constrange a não viver mais para nós mesmos, isto é, a negar a vida da alma, e seguir o Senhor, juntamente com nossos irmãos (2 Co 5:14-15). A esperança relaciona-se com o nosso corpo. No grande dia em que o Senhor retornar, irá transformar nosso corpo corruptível em um corpo de glória (1 Co 15:53).
Assim temos os itens que compõem a estrutura da vida cristã. A fé é o primeiro item da vida cristã, obtida por crer no Senhor, por ouvir Sua palavra (Rm 10:17 - VRC). Após crermos, podemos viver a vida da igreja, que compreende expressarmos o amor de Deus que recebemos por meio de Sua vida. Nossa esperança, por sua vez, está vinculada à volta do Senhor Jesus, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da Sua glória (Fp 3:21).
Dentre os três, o amor é o maior e principal item da vida cristã, por meio do qual podemos renunciar a nós mesmos em favor do Senhor e dos irmãos. Se o nosso viver e labor na obra do Senhor forem provenientes do amor, certamente haverá a expressão da vida de Deus, e a vontade do Senhor será feita.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Viver no Espírito, negar o eu e negociar os talentos



Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar [...] chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes. Bemaventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos (Ap 11:17-18; 20:6)
Lc 19:16-19; Ap 2:26-27; 11:17-18; 12:5; 19:17-18; 20:6
Hoje em dia, pouco se fala sobre o reino e sua manifestação, porque poucos cristãos viram a necessidade de viver a realidade da vida da igreja nesta era com vistas ao reino que Deus tem preparado para Seus filhos maduros e crescidos na vida divina. Louvamos ao Senhor porque Ele nos deu essa revelação: Deus não confiará a anjos o mundo que há de vir, mas Seu governo será entregue ao homem (Hb 2:5). Por causa dessa revelação temos buscado viver mais no espírito, invocando o nome do Senhor, pois no espírito ganhamos vida e crescemos espiritualmente.
Isso é misericórdia de Deus, pois não somos melhores do que outros irmãos que buscam a verdade. Somos simplesmente “pescadores galileus”, que, por viver no espírito, têm recebido grandes revelações do Senhor.
Vimos que a vida da igreja nos foi dada para negarmos a vida da alma e, assim, recebermos mais vida de Deus. Nela também somos aperfeiçoados para a obra do ministério. Deus nos colocou na vida da igreja e nos deu dons, talentos; quanto mais os usarmos, mais graça ganharemos, isto é, mais Cristo ganharemos, e assim esses dons se tornarão ministérios. Além disso, vimos que, se exercitarmos nossos ministérios, seremos úteis ao Senhor nesta era e, quando o Senhor voltar, poderemos governar as nações (Ap 2:26-27; 12:5).
Hoje há mais de duzentas nações na terra e todos esses reinos desaparecerão; não haverá quem os governe, não haverá presidentes ou reis (19:17-18). As ovelhas, as pessoas boas, que não possuem a vida de Deus, mas têm bom coração, serão os povos na terra durante o milênio e os cristãos vencedores regerão as nações Aleluia! Segundo o empenho com que negociarmos os nossos talentos hoje, o Senhor nos colocará em cargos de maior ou menor responsabilidade no reino para governar sobre as cidades (Lc 19:16-19).
Se aproveitarmos o dia que se chama hoje para praticarmos o que tem sido revelado a nós e nos dispusermos a ser aperfeiçoados em Sua obra, o Senhor nos dará o galardão de reinar com Ele durante mil anos, desfrutando com antecedência a realidade da nova Jerusalém (Ap 11:17-18; 20:6). Aleluia!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dois requisitos para reinar



Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef 4:12, 15)

Mt 21:15-17; Ef 4:12-13, 22; Hb 2:5
A Bíblia nos apresenta que Deus criou o homem para que este governe no mundo que há de vir (Hb 2:5). Uma vez que o problema do pecado já foi resolvido mediante o sangue derramado pelo Senhor, para cumprir o propósito de Deus, o homem regenerado precisa preencher alguns requisitos.
Como vimos, em primeiro lugar ele precisa de crescimento na vida divina. Para que isso ocorra, o Senhor colocou Seus filhos na igreja para serem preparados para o Seu reino. Na vida da igreja aprendemos a negar a vida da alma e nos despojar do velho homem (Ef 4:22). Quanto mais negarmos a vida da alma hoje, mais a vida de Deus crescerá em nós, e maior será nossa posição no reino vindouro. Esse será um dos critérios que o Senhor estabelecerá em Seu tribunal quando voltar. Nele não seremos julgados quanto aos pecados. Se receberemos galardão ou disciplina, a avaliação será segundo nosso crescimento espiritual e segundo nossas obras.
O segundo requisito é quanta experiência os filhos de Deus têm em Sua obra, como administram as coisas de Deus. Isso indica que precisamos desenvolver nossos talentos, nossos dons, até se tornarem ministérios para que sejamos mais úteis na obra de Deus. Como governaremos o mundo vindouro sem obter experiência na obra do ministério? Graças ao Senhor! Fomos colocados na vida da igreja para sermos aperfeiçoados.
Quando nascemos de novo, isto é, quando fomos gerados de Deus, somos como bebês que precisam amadurecer, crescer na vida divina. Todo cuidado e aperfeiçoamento na igreja têm como alvo esse crescimento para não sermos como meninos, agitados e facilmente enganados pelos que induzem ao erro (vs. 12-14).
O Senhor também comparou Seus filhos a ovelhas que precisam ser apascentadas e cuidadas por aqueles que têm mais crescimento. Visando aperfeiçoá-lo em Sua obra, certa vez o Senhor pediu para Pedro pastorear Seus cordeiros, apascentar e pastorear Suas ovelhas. Ele lhe pediu isso após perguntar-lhe três vezes: “Amas-Me mais que esses outros?”, isto é, “amas-Me mais que o barco, as redes e as coisas relacionadas ao seu sustento?”. O Senhor queria mostrar-lhe que, se Ele amava o Senhor, precisava vencer as questões relacionadas ao sustento e apascentar os Seus filhos, Suas ovelhas (Jo 21:15-17).
Sabemos que o Senhor é fiel em nos providenciar meios para garantir nossa subsistência. Mas algumas vezes Ele vem nos testar. Quando surgem necessidades na igreja, na obra, Ele pergunta: “Você ama mais o carro ou a igreja?”. Ou ainda: “Que você mais ama: sua estabilidade financeira e seu conforto, ou cooperar com a Minha obra para que Eu volte mais rápido?”. Se você ama mais aquilo que o Senhor te deu em vez de amá-Lo e à Sua obra, perderá uma oportunidade de crescer em vida.
Lembremos sempre que o Senhor nos colocou na igreja para crescermos em Sua vida e para nos aperfeiçoar em Sua obra. Se permitirmos que Sua vida cresça em nós e formos aperfeiçoados para assumir as responsabilidades de um filho de Deus, estaremos preparados para governar o mundo que há de vir.

terça-feira, 5 de junho de 2012